Blog do Sadovski

Depois da polêmica, diretor do novo Caça-Fantasmas diz: "Não mudaria nada!"

Roberto Sadovski

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Se existe uma coisa que Paul Feig lamenta, depois da polêmica completamente desproporcional levantada por seu Caça-Fantasmas, é o tempo perdido. Não com o filme, com o processo ou com o imenso prazer que foi dar novo fôlego e nova cara ao clássico moderno de 1984. Se ele pudesse voltar no tempo, porém, não daria tanta bola para a minoria ruidosa que tentou colocar a produção no chão antes mesmo que as câmeras começassem a rodar. E só. E seu filme? “Tenho muito orgulho dele, eu não mudaria nada”, dispara, sem hesitar.

“Aprendi a colocar tudo em perspectiva”, conta Feig, ao telefone, já com Caça-Fantasmas chegando ao mercado de blu ray e DVD. “Acho que o momento que vivemos é muito interessante, as mídias sociais são uma ferramenta fabulosa, os fãs agora tem voz. Os que gritam alto e com fúria são poucos, perder tempo com eles é bobagem.” Feig admite que não devia ter deixado toda a controvérsia lhe afetar tanto, o que lhe ensinou uma lição valiosa: “As pessoas querem assistir aos filmes que elas gostam, querem rir, querem ter uma experiência bacana. Essa é a única coisa que eu posso controlar, que é tomar decisões baseadas no que é melhor para o filme”.

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As Caça-Fantasmas durante as filmagens

Caça-Fantasmas chegou ao cinema com uma aura pesada e com a tal “minoria ruidosa” espumando em fúria na internet. O motivo? Feig escalou um elenco de comediantes, todas mulheres, para compor sua equipe. Nada mais óbvio: quando o estúdio colocou o projeto nas mãos do responsável por Missão Madrinha de Casamento e As Bem Armadas, era certo que ele ia chamar atrizes com quem ele tem afinidade e de quem já conseguiu performances incríveis.

Mas a tropa dos descontentes não deixou por menos, e atacou o filme de ponta a ponta, fazendo com que boa parte do tempo dedicado por equipe e elenco para falar sobre seu trabalho foi gasto com uma polêmica vazia. “A regra é confiar no próprio taco”, explica o diretor. “É por isso que eu faço várias sessões-teste, para fazer meu trabalho de forma com que o público se divirta. Este tem de ser o único objetivo. Todo mundo que faz entretenimento popular tem de ter isso em mente”

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Paul Feig e seu elenco no set de Caça-Fantasmas

A versão de Caça-Fantasmas que chega em blu ray é levemente diferente da lançada no cinema, com 15 minutos a mais. “Para a versão do cinema algumas cenas ficaram de fora por não funcionar tão bem para uma experiência coletiva”, explica Feig. “São coisas que, no cinema, podem frear o ritmo da narrativa. E comédia é ritmo!” O segredo, diz, é capturar o clima do set. Feig gosta de deixar seu elenco livre para improvisar e, mesmo numa produção desse porte, é o que mantém a energia em alta. “Não deixar a imaginação solta seria um verdadeiro crime”, continua. “Comédia é viver aquele momento, precisa ser natural. Não é sobre contar piadas.”

Mesmo com uma bilheteria global de pálidos 230 milhões de dólares, longe do padrão de qualquer blockbuster moderno e abaixo até do que o filme original arrecadou mais de três décadas atrás, uma continuação de Caça-Fantasmas não está descartada. “Eu ainda acho que o céu é o limite”, empolga-se Feig. “A equipe de Ivan (Reitman, produtor que comanda a marca) está desenvolvendo várias ideias.” O núcleo da série é ter gente engraçada enfrentando o paranormal com tecnologia, um mundo que pode ser explorado de várias maneiras. Antes mesmo de o filme de Feig ser lançado, o estúdio flertava com variações do tema, com filmes mais inclinados à ação explorando novas equipes. Tudo isso, até o momento, está em pause.

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Chris Hemsworth, ainda por cima, sabe cantar!

Paul Feig, entretanto, seria o primeiro a voltar ao barco. “Eu adorei a minha equipe, fiquei feliz em deixar minha marca e me reuniria a ela num piscar de olhos”, empolga-se, já compartilhando suas próprias ideias para uma continuação. “Seria bacana sair dos Estados Unidos, levar o time para outros países, dar um gosto internacional à série”, continua. “Cada país tem seus próprios fantasmas, essa abordagem seria divertida.” Pergunto se a equipe, além de Melissa McCarthy, Kristen Wiig, Kate McKinnon e Leslie Jones, também incluiria Chris Hemsworth. “Não faria sem ele!”, empolga-se. “Chris sabe rir de si mesmo, adorou a ideia de ele ser o recepcionista do time e é inacreditável no improviso.” Paul Feige dá um respiro e arrisca um ar de decepção: “Sabe, na vida ou você é muito bonito ou você é engraçado… Ele é ambos, e ainda por cima sabe cantar! A vida é muito injusta…”.

Sobre o autor

Roberto Sadovski é jornalista e crítico de cinema. Por mais de uma década, comandou a revista sobre cinema "SET". Colaborou com a revista inglesa "Empire", além das nacionais "Playboy", "GQ", "Monet", "VIP", "BillBoard", "Lola" e "Contigo". Também dirigiu a redação da revista "Sexy" e escreveu o eBook "Cem Filmes Para Ver e Rever... Sempre".

Sobre o blog

Cinema, entretenimento, cultura pop e bom humor dão o tom deste blog, que traz lançamentos, entrevistas e notícias sob um ponto de vista muito particular.

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