Blog do Sadovski

Os 12 melhores filmes com Keanu Reeves (sim, o segundo John Wick está entre eles)

Roberto Sadovski

20/02/2017 19h48

Keanu Reeves é um astro peculiar. Nunca foi um nome para arrastar multidões como Tom Cruise ou Will Smith. Também não prega a cartilha do “astro de cinema” para se manter na mídia com um punhado de factóides. O que ele faz é trabalhar – e bem! Seja como protagonista, seja como parte de um elenco maior e mais diverso, Reeves se destaca com sua entrega peculiar, uma voz hesitante aliada a uma aparente fragilidade. Eu escrevi um monte sobre o ator quando ele completou 50 anos, textão que você pode ler bem aqui. Vai lá. Eu espero.

Beleza? Então vamos lá. Claro que muita gente o considera um ator medíocre, mas isso não poderia estar mais longe da verdade: o que Keanu tem é estilo, é um modo de construir personagens que lhes confere muito de sua própria personalidade. George Clooney faz o mesmo e já ganhou um Oscar, vai entender… O que fiz neste listão foi separar duas “categorias” distintas. Os seis primeiros são grandes filmes que não estavam ancorados na presença de Reeves, mas que ganham musculatura por conta dela. Os seis a seguir são aqueles em que ele de fato estampa seu nome no topo do cartaz e é nosso guia pela trama. Deixei algum de fora? Comente, grite, diga qual é seu Keanu favorito!

Os 6 melhores COM Keanu

Ligações Perigosas
(Dangerous Liaisons, Stephen Frears, 1988)

O show aqui é de John Malkovich, Glenn Close e Michelle Pfeiffer, num triângulo amoroso de sedução, desejo, traição e morte. Keanu e Uma Thurman eram os novatos, servindo como apoio para o trio entregar algumas de suas melhores performances. E Reeves, acredite, está ótimo em seu pouco tempo em cena.

O Tiro Que Não Saiu Pela Culatra
(Parenthood, Ron Howard, 1989)

A comédia sobre paternidade com Steve Martin e Rick Moranis à frente colocou Keanu como namorado da personagem de Martha Plimpton, retratando o que seria ser pai em uma idade super jovem. Esqueça o título nacional capenga: é um filmaço.

Drácula de Bram Stoker
(Bram Stoker’s Dracula, Francis Ford Coppola, 1992)

No papel de Jonathan Harker, noivo da mulher cobiçada pelo Lorde das Trevas, Reeves é o gatinho para a visão de Coppola para a lenda de Drácula – aqui menos um filme de terror e mais uma história de amor. Seu sotaque inglês que, para ser franco, escorrega.

Muito Barulho Por Nada
(Much Ado About Nothing, Kenneth Branagh, 1993)

Kenneth Branagh juntou um elenco estelar para dar vida à farsa de Shakespeare, de Denzel Washington a Emma Thompson, passando pelo casal Kate Beckinsale e Robert Sean Leonard. Reeves aqui é Don John, vilão da história disposto a quebrar corações e melar uma celebração.

O Dom da Premonição
(The Gift, Sam Raimi, 2000)

Antes de fazer Homem-Aranha, Sam Raimi criou este suspense sobrenatural com Cate Blanchett no papel de uma sensitiva prestes a desvendar um assassinato. Reeves vai totalmente contra sua estampa, fazendo o marido caipira, violento e abusivo de Hilary Swank.

Alguém Tem Que Ceder
(Something’s Gotta Give, Nancy Meyers, 2003)

Jack Nicholson é o conquistador que gosta das novinhas (bom, é isso) que se apaixona por Diane Keaton. Ela, por sua vez, flerta com um médico bonitão – papel de Keanu Reeves! Comédia romântica deliciosa em que o astro não faz feio ao lado de pesos pesados como Nicholson e Keaton. O que não é pouco!

Os 6 melhores DO Keanu

Caçadores de Emoção
(Point Break, Kathryn Bigelow, 1991)

Keanu estava criando uma carreira sólida em dramas independentes quando, do nada, fez este filmaço de ação que o coloca como um agente do FBI infiltrado num grupo de surfistas (liderado por Patrick Swayze) que pode ser assaltantes de bancos. Um de seus melhores trabalhos, que ganhou uma refilmagem tosca em 2015.

Garotos de Programa
(My Own Private Idaho, Gus Van Sant, 1991)

Ao lado de River Phoenix, Reeves criou um dos filmes mais emblemáticos dos anos 90. Ele e Phoenix embarcam numa jornada de drogas e sexo – River como o garoto de rua em busca de sua mãe biológica; Reeves como o garoto rico que se rebela contra sua família. Um de seus filmes mais intensos.

Velocidade Máxima
(Speed, Jan de Bont, 1994)

Keanu se reinventou como herói de ação respirando a influência de Duro de Matar, em um dos melhores filmes dessa safra. Aqui a premissa é simples: ele é o policial que termina no volante de um ônibus que não pode perder velocidade – se diminuir abaixo dos 80 por hora, bum! Para rever sem a menor culpa!

Advogado do Diabo
(Devil’s Advocate, Taylor Hackford, 1997)

Ao lado de Al Pacino, Reeves foi aos poucos deixando a aura jovem para tras e abraçou a idade adulta em filmes mais maduros. Aqui, ele é o advogado de uma cidade pequena que vai trabalhar para uma grande firma em Nova York. O dono? O próprio capeta, em interpretação sem amarras de Pacino.

Matrix
(The Matrix, Os Wachowski, 1999)

Sem a menor dúvida, o filme do Wachowski é o melhor e mais perfeito trabalho da carreira de Keanu Reeves. No papel do hacker Neo, que descobre a verdade por trás de nossa realidade, ele fez parte de um fenômeno mundial – não é exagero dizer que boa parte do crédito se deve à sua interpretação como um herói relutante.

John Wick: Um Novo Dia Para Matar
(John Wick: Chapter 2, Chad Stahelski, 2017)

 

John Wick é o Austin Powers de Keanu Reeves: depois que o primeiro filme fez um sucesso moderado e explodiu em streaming, cabo e, vá lá, mídia física, depois de uma carreira ok nos cinemas, sua continuação deu um salto de qualidade e nas bilheterias. E vale cada aplauso: de premissa simples e execução impecável, Um Novo Dia Para Matar solidifica um novo herói de ação para o cinema, coroa mais uma reinvenção de Keanu Reeves e termina com o gancho mais na cara para um próximo filme da história. Quer saber? Quanto mais John Wick, melhor!

Bônus round!

Os dois Bill & Ted (Uma Aventura Fantástica, de 1989, e Dois Loucos no Tempo, de 1991) são dois dos filmes mais bocós da história, com Reeves fazendo par com Alex Winter como uma dupla de adolescentes capaz de viajar no tempo. Uma bobagem que se tornou cult e, diz Keanu, vai ganhar um novo filme para fechar a trilogia. Será que veremos um Keanu Reeves transformado em adolescente via efeitos digitais? Sim, por favor!

 

Sobre o autor

Roberto Sadovski é jornalista e crítico de cinema. Por mais de uma década, comandou a revista sobre cinema "SET". Colaborou com a revista inglesa "Empire", além das nacionais "Playboy", "GQ", "Monet", "VIP", "BillBoard", "Lola" e "Contigo". Também dirigiu a redação da revista "Sexy" e escreveu o eBook "Cem Filmes Para Ver e Rever... Sempre".

Sobre o blog

Cinema, entretenimento, cultura pop e bom humor dão o tom deste blog, que traz lançamentos, entrevistas e notícias sob um ponto de vista muito particular.

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