Topo

De Homem de Ferro a Capitã Marvel, um ranking com todos os filmes da Marvel

Roberto Sadovski

13/03/2019 04h45

Com a chegada de Capitã Marvel nos cinemas, achei que já era o momento de atualizar o ranking de todos os filmes do MCU (ou UCM, com tecla SAP) antes do lançamento de Vingadores: Ultimato. Vendo a lista de 21 filmes, todos interconectados em um projeto nunca visto antes no cinema, fica fácil entender como a Marvel chegou ao topo das bilheterias e se tornou sinônimo de cinema pipoca moderno. Tirando alguns escorregões nos filmes que ocupam o chão da lista, é difícil achar uma coleção tão coesa e tão ambiciosa quando este universo que já lota os cinemas há uma década e contando. O futuro pode ser uma incógnita, mas não importa o que aconteça depois da fornada de 2019 (que ainda terá Homem-Aranha: Longe de Casa encerrando os trabalhos), uma coisa é certa: a Marvel mudou, em definitivo, o modo de fazer, de vender e de consumir cinema no novo século. Um feito e tanto.

Segue o texto original, publicado à época do lançamento de Doutor Estranho.

Doutor Estranho chega em sua segunda semana em cartaz ainda no topo das bilheterias. Se alguém me falasse uma década atrás que o Mago Supremo seria protagonista de um filme de sucesso, certeza que eu daria risada. Mas a Marvel conseguiu este feito. Oito anos e quatorze filmes depois de iniciar seu Universo Cinematográfico, o gigante do entretenimento, parte da Disney há alguns anos, aperfeiçoou uma fórmula que alia qualidade com sucesso que muitos estúdios estão correndo atrás do prejuízo para copiar.

Mas nem tudo é essa beleza toda, e a Marvel já deu algumas escorregadas. Mesmo que nenhum dos filmes seja um dejeto cinematográfico (cofcofBvScofcof…), alguns não atingiram o nível de excelência esperado e existem apenas para cumprir tabela. Pense em "Marvel" como uma longa série, completamente interconectada, com alguns capítulos mais preguiçosos do que outros. Eu revi a todos antes do lançamento de Doutor Estranho e organizei tudo em um ranking bacana, que você confere a seguir – vale ressaltar que só coloquei no bolo os filmes do Universo Cinematográfico Marvel, ficando de fora as produções que contam com o selo do estúdio mas não fazem parte deste mundo compartilhado, como os X-Men da Fox e os cinco Homem-Aranha da Sony. Concorda, discorda, quer pedir uma pizza? Então capricha nos comentários!

21- THOR: O MUNDO SOMBRIO
(Thor: The Dark World, Alan Taylor, 2013)

Uma história de amor que nunca convence, um vilão ausente e muito corre corre sem propósito marcam o segundo filme do Deus do Trovão no cinema. O diretor Alan Taylor não gostou nem um pouco de trabalhar ao lado do "coletivo" que direciona os filmes da Marvel e sua insatisfação está impressa em cada pedaço deste Mundo Sombrio. O show, para variar, é de Tom Hiddleston, que fez de Loki o antagonista mais bacana de todos os filmes deste universo. Mas seu charme é pouco para salvar essa aventura esquecível, confusa e, no fim das contas, dispensável.

20- HOMEM DE FERRO 2
(Iron Man 2, Jon Favreau, 2010)

É quase impossível acreditar que o mesmo Jon Favreau comandou as duas aventuras do Vingador Dourado. Se o primeiro filme (que está bem mais perto do topo nesta lista) é charmoso e surpreendente, a única função da segunda parte foi ajudar a estabelecer o Universo Marvel como uma entidade que ia bem além de aventuras isoladas. Assim, a SHIELD tem um papel mais decisivo, assim como a Viúva Negra ganha sua estreia no cinema. Mas Homem de Ferro 2 ainda sobrevive alimentado exclusivamente pelo charme infinito de Robert Downey Jr., que compreendeu seu papel dentro da Marvel e se tornou o jogador mais valioso do time.

19- O INCRÍVEL HULK
(The Incredible Hulk, Louis Leterrier, 2008)

Pouca gente lembra que o segundo filme com o Gigante Esmeralda é parte integral do UCM (vamos abreviar a coisa a partir daqui). Depois que Mark Ruffalo criou sua melhor versão em Os Vingadores, porém, é tenso rever Edward Norton pouco à vontade como Bruce Banner, que foge dos militares em busca do segredo da radiação gama em suas veias. Depois da criatura emborrachada do filme de Ang Lee (que fez Hulk em 2003), o design digital melhorou um pouco, mesmo que muitas vezes não pareça parte do cenário. Ainda assim, o clímax no Harlem, destruido num quebra-pau do Hulk com o Abominável (Tim Roth) é caprichado. William Hurt, o general Thadeus Ross, voltou à cena em Capitão América: Guerra Civil. O resto do elenco não teve tanta sorte assim….

18- THOR
(Kenneth Branagh, 2011)

Thor deixou claro o maior atributo da Marvel: escolher os atores certos para papéis-chave. O filme de Kenneth Branagh, uma fantasia cósmica que infelizmente passa pouco tempo no reino místico de Asgard e concentra a ação na Terra, trouxe dois dos maiores acertos de elenco do estúdio. Como Thor, Chris Hemsworth equilibra arrogância e majestade, poder e lealdade – mesmo que ele se sobressaia muito mais em filme com outros jogadores do mesmo tabuleiro de heróis. Mas o filme é de Tom Hiddleston (mais uma vez), que deu a Loki a ambiguidade necessária para que o Deus da Mentira surgisse como grande engrenagem na máquina da Marvel. Com motivações reais e uma mistura de fúria, carência e desespero, é em Loki que o filme de Branagh encontra seu pulso.

17- VINGADORES: ERA DE ULTRON
(Avengers: Age of Ultron, Josh Whedon, 2015)

Se existe um pecado em Era de Ultron, é que o filme evidencia a dependência da Marvel em sua fórmula. Mais sombrio que seu antecessor, a segunda aventura dos Heróis mais Poderosos da Terra traz um clímax igualmente similar ao primeiro filme (os heróis enfrentam inimigos sem rosto que surgem às centenas) e coloca muita gente em cena para dar a cada um tempo de respiro. O outro lado é que, quando este Vingadores funciona, é para aplaudir de pé. As relações entre personagens se mostram mais complexas (em especial Bruce Banner e a Viúva Negra), as cenas de ação são tecnicamente perfeitas e o Visão (Paul Bettany) é um achado. Precisamos de mais Joss Whedon nos cinemas!

16- CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO VINGADOR
(Captain America: The First Avenger, Joe Johnston, 2011)

Minha maior dúvida antes de ver Capitão América era Chris Evans. O personagem pertence a uma época mais inocente, e seria bem complexo lhe dar credibilidade com nossa sensibilidade cínica do novo século. A melhor notícia depois de ver o filme de Joe Johnston foi, portanto, ver que Evans não só fez um trabalho de primeira, como seu Steve Rogers, o soldado franzino que, no auge da Segunda Guerra Mundial, torna-se o combatente mais poderoso do planeta, convence sem uma ponta de ironia com seu bom mocismo, lealdade à pátria e total altruísmo. Sem falar que O Primeiro Vingador é o produto mais charmoso do estúdio, um filme de guerra disfarçado de aventura de super-herói que confere relevância ao UCM e um padrão bem alto para todos os super-heróis que vieram depois.

15- HOMEM-FORMIGA E A VESPA
(Ant-Man and the Wasp, Peyton Reed, 2018)

A introdução da identidade heroica de Hope Van Dyne (Evangeline Lilly) como a Vespa deu um gás bem vindo a essa aventura leve, um respiro proposital depois da paulada que foi Vingadores: Guerra Infinita. Mantendo o mesmo ritmo bem humorado do primeiro filme, o diretor Payton Reed acertou na leveza e tem o parceiro perfeito em Paul Rudd, que continua como um dos casamentos mais perfeitos de intérprete e personagem como o carismático Scott Lang. Tudo bem que a vilã, a Fantasma (Hannah John-Kamen) não é essa coca-cola toda, mas Homem-Formiga e a Vespa mostra que, em meio a tanta tragédia no tecido da Marvel no cinema, sorrir ainda é permitido – a dobradinha Michael Douglas e Michelle Pfeiffer só deixa a coisa mais saborosa.

14- HOMEM DE FERRO 3
(Iron Man 3, Shane Black, 2013)

Fãs de filmes de super-heróis são engraçados. Reclamam quando as aventuras parecem saídas de linha de montagem, e também reclamam quando um diretor mete a mão e torce a fórmula ao avesso. A melhor coisa da terceira aventura do Homem de Ferro é justamente não dar o que o público espera. A revelação da identidade do vilão Mandarim deixou muita gente ressabiada, mas é perfeita no jogo de fumaça e espelhos tecido por Shane Black. Uma das grandes sequencias de ação da Marvel também está aqui: o resgate de uma dúzia de pessoas literalmente derramadas de um avião. Um filmaço que funciona como trama isolada, ao mesmo tempo em que encaixa-se à perfeição na engrenagem do UCM.

13- HOMEM-FORMIGA
(Ant-Man, Peyton Reed, 2015)

Quando um estúdio consegue transformar um personagem sequer do terceiro escalão em protagonista, alguma coisa está muito, mas muito certa. Homem-Formiga passou por um longo e doloroso processo de amadurecimento, perdeu seu diretor original (Edgar Wright) e apontava como o primeiro fracasso da Marvel. As aparências enganam. Peyton Reed, escolhido para conduzir a aventura, fez da história do ladrão Scott Lang (Paul Rudd, charme personificado) um heist movie, ou "filme de roubo", que por acaso também é uma trama de super-heróis. Tudo em Homem-Formiga funciona, dos efeitos especiais espertos ao elenco, mais uma vez coroando a expertise do estúdio em escolher seus jogadores. Sem falar que, a essa altura, eu veria um filme-solo do personagem de Michael Peña sem nenhum problema.

12- CAPITÃ MARVEL
(Captain Marvel, Anna Boden e Ryan Fleck, 2019)

A primeira aventura de Brie Larson como Carol Danvers, a poderosa Capitã Marvel, chegou aos cinemas há menos de uma semana e já colocou meio bilhão de dólares na conta do estúdio. E não apenas por ser uma aventura acelerada e divertida, mas também pela campanha esperta que enfatizou a primeira protagonista de um filme da Marvel – o que prova que diversidade, afinal, vende. Não que Capitã Marvel seja isento de defeitos – longe disso! Mas suas qualidades de longe superam seus tropeços, a começar pela interpretação sem freios de Brie Larson, que entendeu o poder da personagem e lhe conferiu uma certa arrogância, equilibrada com a fragilidade de alguém incerto de seu lugar no mundo. Para o público que abraçou a nova heroína a pousar no mainstream via MCU, este lugar só pode ser no topo!

11- GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2
(Guardians of the Galaxy Vol. 2, James Gunn, 2017)

Em retrospecto, é agridoce assistir ao segundo volume de Guardiões da Galáxia sabendo que seu mentor, o diretor e roteirista James Gunn, foi retirado do projeto de forma totalmente injusta (mesmo que compreensível, já que estamos falando da Disney) e armou seu barraco na concorrência (ele vai tocar o reboot leve de Esquadrão Suicida para a DC). Fica aqui a sugestão do caminho que Gunn pretendia seguir caso permanecesse na Marvel: um aprofundamento no universo cósmico do estúdio, equilibrado com uma trama mais intimista, que se resume à busca pelas origens de Peter Quill (Chris Pratt) e a continuação do conflito entre Gamora (Zoe Saldaña) e sua irmã, Nebulosa (Karen Gillen). É, enfim, um filme sobre família, sobre pais e filhos e entidades celestiais mais antigas que o próprio universo. Não é pouco.

10- DOUTOR ESTRANHO
(Doctor Strange, Scott Derrickson, 2016)

A essa altura do campeonato, é de aplaudir em pé que a Marvel ainda consiga entregar filmes originais e inovadores. Mesmo sendo um "filme de origem" bastante fiel às "regras do gênero", a transformação do cirurgião Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) no Mago Supremo de nossa realidade (o que ainda não acontece neste filme, mas a estrada foi pavimentada) encontra espaço para quebrar estas mesmas regras. Primeiro, com todo o papo  exotérico atrelado ao personagem. Segundo, por escolher uma resolução nada física para combater a ameaça da vez. Com humor bem dosado – imprescindível para humanizar os personagens -, efeitos visuais inovadores ao cubo e um elenco que parece se divertir tanto quanto o pessoal do lado de cá, Doutor Estranho é mais um triunfo.

9- HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR
(Spider-Man: Homecoming, Jon Watts, 2017)

Depois de ser (re)introduzido no cinema em Capitão América: Guerra Civil, o Homem-Aranha ganhou uma aventura-solo que, mesmo permeando o MCU (Tony Stark é um mentor presente), não traz a escala épica de seus pares. Pelo contrário: é um filme suburbano, apresentado em um escopo mais contido, com uma ameaça realista que passa longe de conquistadores espaciais ou robôs assassinos soltos pelo mundo. Afinal, compensação financeira é tudo que Adrian Toomes, o Abutre (Michael Keaton) busca. Depois de Tobey Maguire e Andrew Garfield, Tom Holland se mostra o intérprete perfeito para o herói, um guri ainda no colegial obrigado a encarar um mundo muito maior do que ele talvez possa enfrentar. Não que isso seja obstáculo. Grandes poderes, afinal….

8- HOMEM DE FERRO
(Iron Man, Jon Favreau, 2008)

O filme que deu o pontapé inicial ao UCM ainda é uma de suas aventuras mais espetaculares. Tudo (ou quase) repousa nos ombros de Robert Downey Jr. que, numa das decisões de casting mais felizes da história, transformou Tony Stark de jogador da reserva em titular absoluto no universo dos super-heróis. Sua jornada, de bilionário arrogante a sobrevivente a herói, é temperada com sequencias de ação aceleradas, um elenco em perfeita sintonia e um vilão que, além de carregar a marca da traição, surge com uma motivação forte e crível. A ponta de Sam Jackson pós-créditos (que se tonou uma tradição) foi a cereja no bolo de um universo em criação. Só não foi o melhor filme do ano em que foi lançado porque um certo Cavaleiro das Trevas aumentou as apostas. Ganhamos nós!

7- THOR RAGNAROK
(Taika Waititi, 2017)

O diretor Taika Waititi fez do terceiro filme do Thor uma aventura pop-rock colorida e acelerada na zoeira, um buddy film estelar que coloca o Deus do Trovão em uma arena de combate alienígena ao lado do Hulk, que andava perdido desde o fim de Era de Ultron. É a calmaria antes da tempestade que seria Guerra Infinita – se bem que "calmaria" não é exatamente a palavra que descreve uma aventura para lá de psicodélica, com design que praticamente salta das páginas dos gibis desenhados pela lenda Jack Kirby, com suas máquinas cósmicas gigantes, criaturas de todas as formas e um texto empolgante que traz Chris Hemsworth em seu melhor momento como o filho de Odin. A ameaça é bacana (Cate Blanchett, incapaz de fazer um filme ruim), que surge como a cereja em um bolo que traz Jeff Goldblum, Tessa Thompson e o sempre presente Tom Hiddleston, devorando o cenário como Loki. Um filmaço – e não tem como ser diferente quando a trilha da vez é "Immigrant Song".

6- GUARDIÕES DA GALÁXIA
(Guardians of the Galaxy, James Gunn, 2014)

Guardiões da Galáxia é diversão pura. É como Os Caça-Fantasmas ou De Volta Para o Futuro: uma experiência para rir junto, aplaudir junto, compartilhar com um cinema cheio. Apesar das ligações com o UCM, essa fábula espacial caminha com pernas próprias, sem que o público preciso de uma bula para entender. A trama: para salvar a galáxia de um artefato de poder quase infinito, um grupo de mercenários, formado quase que ao acaso, precisa se unir para impedir que um vilão interplanetário coloque as mãos na tal peça. No meio do caminho, uma trilha que passeia pelo pop dos anos 70 e 80, um elenco afiado feito navalha – liderado pelo anti herói Peter Quill (Chris Pratt), o Han Solo da nova geração – e um diretor que sabe exatamente o que fazer com os brinquedos à disposição.

5- PANTERA NEGRA
(Black Panther, Ryan Coogler, 2018)

Claro que a Marvel sabia que Pantera Negra era um pedaço especial do quebra cabeças de seu universo cinematográfico. Mas é impossível cravar quando um filme se torna um fenômeno cultural do tamanho dessa aventura dirigida por Ryan Coogler. Tudo na jornada do rei T´Challa (Chadwick Boseman) é superlativo: o roteiro politicamente explosivo que usa a fantasia para espelhar o mundo de hoje; o figurino e a direção de arte, ambos oscarizados, que criaram a nação de Wakanda como um testamento à história e tradição africana; o vilão, Eric Killmonger, que nas mãos de Michael B. Jordan torna-se figura trágica que, mesmo com métodos extremos, traz motivações que ressoam fundo em uma sociedade que ainda não abriu mão de sua herança colonizadora. Pantera Negra não é apenas uma obra de arte em forma de cinema: é um filme que tem ambições e consegue alcançar cada uma delas. Não é pouco.

4- OS VINGADORES
(The Avengers, Josh Whedon, 2012)

Ainda é difícil acreditar como o plano da Marvel deu tão certo no cinema. Há uma década, um filme como Os Vingadores seria inimaginável. O planejamento, o esforço, a união dos protagonistas de vários outros filmes sob um mesmo teto. Mas Joss Whedon fez o trabalho parecer fácil com sua trama de invasão alienígena em uma aventura que é puro escapismo. Ele não deu ponto sem nó, e Os Vingadores ainda é não só o ápice de um processo que deu certo – e que consolidou o UCM -, como também é a arquitetura perfeita quando o assunto é juntar vários heróis em um único filme. E ter o Loki de Tom Hiddleston como vilão só deu um tempero à mais para a coisa toda.

3- VINGADORES: GUERRA INFINITA
(Avengers: Infinity War, Joe e Anthony Russo, 2018)

Nunca na história do cinema houve um projeto tão ambicioso e tão gigantesco. Que o resultado tenha extrapolado quaisquer expectativas é testamento ao imenso talento dos irmãos Joe e Anthony Russo, que construíram uma engrenagem delicada, recheada por praticamente todos os personagens apresentados em uma década do universo Marvel no cinema, e se saíram com uma aventura exasperante, de beleza incontestável e escala inimaginável. Ao enfrentar a ameaça de Thanos (Josh Brolin), um conquistador espacial determinado a eliminar metade da vida no universo, os Vingadores fracassam amargamente, com consequências devastadoras. O peso emocional de Guerra Infinita é o resultado do desenvolvimento de dezenas de personagens que foram cuidadosamente gravados no tecido da cultura pop: a conexão com a plateia é forte, o peso da derrota torna-se ainda mais angustiante. Tudo isso em um filme tecnicamente exemplar, sem pontas soltas, com um dos maiores ganchos que o cinema já apresentou. É O Império Contra-Ataca da Marvel, um "filme do meio" que terá sua conclusão em Ultimato, que chega aos cinemas em abril. A Marvel jogou a expectativa na estratosfera… e algo me diz que os irmãos Russo podem superar seu trabalho.

2- CAPITÃO AMÉRICA: O SOLDADO INVERNAL
(Captain America: The Winter Soldier, Joe e Anthony Russo, 2014)

Posso apontar um empate técnico? Os dois filmes dos irmãos Russo são o melhor que a máquina da Marvel pode oferecer, e se O Soldado Invernal não alcança a dianteira é por menos de um nariz. Um thriller político travestido de aventura de super-heróis, com direito a Robert Redford como xerife do mundo livre (spoiler: só que não…), o segundo filme do Capitão América tem suspense a rodo, ação ininterrupta e personagens por quem nos importamos, o que lhe confere mais peso dramático. Isso, sim, que é entretenimento bem azeitado, com os fogos de artifício emoldurando uma trama coesa, de consequências trágicas. Para tirar o chapéu!

1- CAPITÃO AMÉRICA: GUERRA CIVIL
(Captain America: Civil War, Joe e Anthony Russo, 2016)

Guerra Civil é o melhor filme que a Marvel já produziu, e é também o que mais se afasta da fórmula do estúdio. Afinal, não existe um vilão propriamente dito, e sim um personagem que serve como catalisador para aumentar as rachaduras na relação entre os protagonistas. É um filme sobre consequências, principalmente das ações dos Vingadores, que deixam um rastro de danos colaterais que não pode ser ignorado. Tony Stark aceita operar sob supervisão da ONU; Steve Rogers, por outro lado, acredita que a equipe só consegue operar se não tiver amarras. Some isso a uma caçada humana (o alvo é Bucky, companheiro do Capitão na Segunda Guerra, transformado no terrorista Soldado Invernal) e o palco está montado para aliados se enfrentarem em um conflito que não terá vencedor. Guerra Civil é, acima de tudo, um filme de super-heróis, com direito a mascarar seu realismo com uma dose cavalar de humor e fantasia. O toque de mestre? Introduzir o Homem-Aranha no Universo Cinematográfico Marvel. Melhor é impossível!

Comunicar erro

Comunique à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

De Homem de Ferro a Capitã Marvel, um ranking com todos os filmes da Marvel - UOL

Obs: Link e título da página são enviados automaticamente ao UOL

Ao prosseguir você concorda com nossa Política de Privacidade

Sobre o autor

Roberto Sadovski é jornalista e crítico de cinema. Por mais de uma década, comandou a revista sobre cinema "SET". Colaborou com a revista inglesa "Empire", além das nacionais "Playboy", "GQ", "Monet", "VIP", "BillBoard", "Lola" e "Contigo". Também dirigiu a redação da revista "Sexy" e escreveu o eBook "Cem Filmes Para Ver e Rever... Sempre".

Sobre o blog

Cinema, entretenimento, cultura pop e bom humor dão o tom deste blog, que traz lançamentos, entrevistas e notícias sob um ponto de vista muito particular.